Opinião

Paulo SantosArtigo de opinião de Paulo Santos:
Quem fizer compras no Modelo-Continente verá que os embrulhos são feitos por associação dedicada a atividades de beneficência variadas, como ajuda a crianças desfavorecidas. A tarefa tem por contrapartida a obtenção de “caridosa” autorização para realizar o peditório de angariação de fundos no espaço. Os participantes prestam-se à genuína solidariedade. Mas quem dirige a iniciativa move-se por agenda ideológica, assente no pressuposto de desculpabilização do sistema que cria as condições desgraçadas pelas quais o povo passa.
Sejamos claros. Os hipermercados são triste exemplo da exploração do homem pelo homem, materializada nos salários miseráveis, na precariedade e demais abusos sobre os trabalhadores. Mesmo gerando lucros fabulosos, não se satisfazem com a vil exploração que fomentam, e parece que vale tudo para engordar mais ainda os já abarrotados cofres, inclusive o recurso à caridade alheia. Não seria possível que a associação procedesse ao peditório livremente, contratando-se funcionários para os embrulhos, ainda que pagos miseravelmente como é costume? Decerto que sim.

MAbrantes2Após conseguir pela primeira vez depois do 25 de Abril uma maioria, um governo e um presidente, a direita portuguesa, num frenesim retrógrado de ajuste de contas, apressou-se a pôr em causa ou mesmo a extorquir ao povo português no decurso dos mais de 4 anos que durou o seu reinado um importantíssimo conjunto de conquistas políticas, económicas e (sobretudo) sociais que a revolução de 74 proporcionou e que a Constituição da República consagrou.
Por esse facto a direita, corporizada pela coligação PSD/CDS foi, e bem, castigada nas eleições de 4 de outubro passado. Se ela merecia ou não um castigo maior, muitos pensarão talvez que sim, mas em qualquer caso o que se viu é que, em democracia, nenhuma força política consegue sobreviver sem castigo quando avilta e humilha um povo inteiro e quando entrega a economia e o país à sofreguidão sem freio de grandes grupos económicos e dos interesses da finança internacional, como fez a direita portuguesa com a sua maioria, o seu governo e o seu presidente.

Paulo SantosArtigo de opinião de Paulo Santos:
É obrigatória a reversão da privatização da TAP. Desde logo, releva a importância estratégica da empresa, assegurando proximidade entre continente, Regiões Autónomas e mundo lusófono. A natureza pública da missão de serviço aéreo em Portugal é incompatível com a lógica do mercado concorrencial puro, e as ligações a estas ilhas são disso bom exemplo.

Mário AbrantesArtigo de opinião de Mário Abrantes:

Ponta Delgada é hoje uma cidade virada para o mar. Esta sua moderna faceta começou a desenhar-se no final da década de 80 com o prolongamento da avenida marginal para nascente (que, goste-se ou não, fez desaparecer a velha e bonita Calheta de Pero de Teive e colocar no seu lugar a marina, o edifício do Clube Naval e as novas piscinas), e foi definitivamente adquirida em 2008 (goste-se ou não também) com a inauguração da obra do complexo das Portas do Mar e da gare marítima de cruzeiros. Pelo meio outras obras de requalificação da orla costeira foram compondo e estendendo a viragem da cidade para o mar, como as marginais de S. Roque e da Relva ou o reordenamento da doca e do seu porto.
Todavia, após estes volumosos investimentos ao longo dos últimos 25 anos, um significativo troço da costa de Ponta Delgada foi ficando para trás e permanecido intocável, de forma nenhuma porque a sua beleza e qualidade urbanística merecessem ser conservadas, mas antes porque nele se encontrava instalado um complexo estratégico de abastecimento, trasfega e depósito de combustíveis. Estamos a falar, está bem de ver, das instalações da Bencom SA e da orla marítima que vai desde a Pedreira do Meio no Estradinho até à Nordela em Santa Clara.
Com quase tantos anos como o aterro da Calheta de Pero de Teive efetuado na zona nascente da cidade, esteve, no seu lado poente, a movimentação dos moradores desta zona pela desativação das instalações da Bencom, perigosamente localizadas junto às suas habitações e fonte de permanente e agressiva poluição.

Paulo SantosArtigo de opinião de Paulo Santos:

Segundo Aristóteles, um homem com um homem dá uma família, uma família com uma família constitui um povo, um povo com um povo forma o Estado. O substrato humano donde emerge a “polis” foi há muito esquecido pelo processo de integração europeia. Aos ditadores de Bruxelas não interessa se os cidadãos interiorizam ou não as transformações operadas pelos tratados, vigorando sobretudo a teoria da “bicicleta”, segundo a qual a UE se parar, cai.

A respeito das eleições regionais francesas, fica bem mostrar choque com a vitória da Frente Nacional. Uma hipocrisia. Na verdade, a “eurolândia”, à medida que prossegue o seu aprofundamento, transforma-se cada vez mais numa ameaça para a soberania dos Estados e num perigo real para as conquistas democráticas emergentes da luta dos povos após a derrota do nazi-fascismo.

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