A loucura dos vendidos

jos_decq_mota_webDizia-me um amigo, há algumas semanas atrás, que lhe parecia que a minha escrita estava a ser “crescentemente radical” e corria o risco de “sair da realidade”. Respondi na ocasião que me parecia ser fundamental, na situação em que o País está, nunca ter medo das palavras que expressem claramente a ideia de que é indispensável pôr termo a esta governação imposta por quem nos quer destruir e executada por autênticos loucos vendidos.

Sei que o que acabei de escrever é muito duro, aparentemente radical, mas se tivermos em conta o que se está a passar, não tenho duvida que é apenas o mínimo que se deve dizer!

A semana que agora termina é a triste semana em que o 1º ministro se fartou de acusar o Tribunal Constitucional, invertendo tudo, uma vez que quem violou a constituição foi o governo e o PSD e CDS na Assembleia da Republica; é a triste semana em que o ministro das finanças veio, de forma demencial, dizer que o corte de 1300 milhões na despesa prevista no Orçamento de Estado vai começar pelos doentes e desempregados; é a triste semana em que foi simulada uma remodelação governamental, com o objectivo inútil de demonstrar “que o governo tem condições para governar”; é a triste semana em que o Presidente da Republica manteve o silêncio tumular que todos os portugueses ouvem espantados; é a triste semana em que o PS, com uma reeleição muito morna do Secretário-geral e várias declarações quase patéticas proferidas pelo reeleito, reforçou a imagem da sua actual fraqueza e mostrou a incapacidade que quer ter de se demarcar claramente do programa de destruição que emana da troica.

É tempo de se perceber que isto não pode continuar assim. É tempo de se perceber que, perante as enormidades do presente e a dificuldade que se sente em imaginar o futuro imediato, tem que se dar a palavra aos portugueses. A loucura dos vendidos assim o obriga.

 

Artigo de opinião de José Decq Mota, publicado em 18 de Abril de 2013

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