
O coordenador do PCP Açores, Marco Varela, deslocou-se à ilha Graciosa nos dias 15, 16 e 17 de junho para contactar diretamente com a população, as instituições e os seus representantes locais. Esta visita permitiu identificar preocupações e aspirações da população, reforçando a convicção de que as propostas do PCP para combater o aumento do custo de vida, promover o desenvolvimento da ilha e dinamizar a economia local e regional correspondem às necessidades sentidas pelos graciosenses. Porque é preciso transformar as injustiças em força para a luta.
Durante esta deslocação, Marco Varela reuniu-se com a Associação Músicos da Ilha Branca, com o Executivo da Escola Básica e Secundária da Graciosa, com a Associação de Agricultores da Graciosa e com o Núcleo Empresarial da Ilha Graciosa.
Dos encontros realizados sobressaiu uma preocupação comum, que de resto se repete por toda a Região: o agravamento das dificuldades sentidas pelos trabalhadores, pela população em geral, pelos agricultores e pelos micro, pequenos e médios empresários, resultante do aumento dos custos dos fatores de produção e do consequente agravamento do custo de vida.
Nos contactos efetuados ficou igualmente patente a insuficiência das respostas do Governo Regional da coligação PSD/CDS/PPM aos problemas concretos da ilha. Na educação, na agricultura, na atividade económica e noutras áreas essenciais, são evidentes a falta de iniciativa, a ausência de medidas estruturantes e o crescente desinvestimento na Graciosa, comprometendo o seu desenvolvimento e a qualidade de vida da sua população.
Do contacto com a Associação Músicos da Ilha Branca, destaca-se a necessidade de reforçar os apoios à associação, de forma a garantir a continuidade e o desenvolvimento da sua importante atividade cultural na ilha. Do encontro com o Executivo da Escola Básica e Secundária da Graciosa sobressaíram três preocupações principais: a necessidade de continuar a reforçar o quadro docente, a contratação de mais assistentes operacionais e a realização das obras de requalificação profunda de que a escola necessita. Junto da Associação de Agricultores da Graciosa foram identificados os problemas associados ao transporte marítimo de mercadorias. Apesar de atualmente existir uma escala semanal, persistem dificuldades no seu funcionamento, marcadas pela incerteza quanto à chegada dos navios à ilha. Foram ainda assinaladas a necessidade de um efetivo reforço do apoio técnico prestado pelos serviços de desenvolvimento agrário, os atrasos nos pagamentos relativos ao PEPAC e ao PRR, a importância de valorizar produtos agrícolas de excelência produzidos na Graciosa, como a meloa, o alho e o vinho. (sem esquecer a importância da fileira do leite e da carne). Finalmente, foi enfatizado como o excesso de burocracia dificulta o normal andamento das candidaturas. Já na reunião com o Núcleo Empresarial da Ilha Graciosa voltou a ser destacada uma preocupação transversal a toda a atividade económica da ilha: a necessidade de reforçar e melhorar o funcionamento dos transportes marítimos e aéreos, condição indispensável para o desenvolvimento económico e para a fixação da população.
Estas preocupações evidenciam o esgotamento das políticas prosseguidas pelo Governo Regional da coligação PSD/CDS/PPM, sustentado parlamentarmente pela extrema-direita. Sem estratégia para o desenvolvimento da Região e das suas ilhas, o Governo tem-se revelado incapaz de responder aos problemas concretos das populações, contribuindo para o agravamento das desigualdades entre açorianos e entre ilhas.
A situação que a Região vive não é inevitável, nem a Graciosa pode estar condenada ao abandono, à perda de população ou ao agravamento das desigualdades. A ilha tem recursos, capacidade produtiva e gente empenhada no seu desenvolvimento. O que tem faltado é uma política que responda aos seus problemas e valorize as suas potencialidades.
O PCP apresenta propostas concretas para responder aos problemas da Região e dos açorianos, que, a serem concretizadas, dariam um forte contributo para o desenvolvimento da Graciosa. Essas propostas passam pela valorização dos setores produtivos, em particular da agricultura, pelo reforço dos transportes marítimos e aéreos, pela melhoria das condições dos serviços públicos, nomeadamente na educação e na saúde, e pela implementação de políticas de fixação da população.
O PCP continuará a dar voz às justas reivindicações dos graciosenses e a intervir para que a ilha tenha os investimentos, os serviços e as oportunidades de que necessita. Porque é possível uma política que promova o desenvolvimento da Graciosa, combata as desigualdades e garanta melhores condições de vida para quem aqui vive e trabalha. Porque existe uma alternativa às políticas que limitam o desenvolvimento regional e comprometem o crescimento económico e social da ilha.
Secretariado da DORAA do PCP
