
A publicação, em Jornal Oficial, da constituição de uma comissão especial para o acompanhamento da privatização da GLOBALEDA e da SEGMA, duas empresas do Grupo EDA nas quais o Governo Regional detém 50,1% do capital social, constitui mais um rude golpe na defesa dos interesses da Região e representa um ataque ao património regional.
A concretizar-se, esta privatização coloca em causa a capacidade de resposta destas duas empresas às necessidades da Região no futuro, bem como os postos de trabalho, os direitos e os interesses dos seus trabalhadores.
As opções do Governo Regional do PSD, CDS e PPM, de privilegiar os interesses privados em detrimento do interesse público, são cada vez mais claras e transparentes. Pelo contrário, estes processos continuam marcados pela opacidade, para ocultar o facto de contrariarem o interesse público regional.
Estamos perante duas empresas de importância estratégica para a Região, que asseguram áreas fundamentais para dar resposta às suas necessidades e que, simultaneamente, contribuem para os resultados do Grupo EDA.
A GLOBALEDA desempenha um papel fundamental na coesão territorial e tecnológica da Região. A sua privatização significa abdicar do controlo público sobre infraestruturas de telecomunicações essenciais, nomeadamente as que suportam as comunicações da Proteção Civil na Região, entre outros serviços de elevada importância.
A SEGMA, Lda. é uma empresa de elevada competência técnica, como ficou demonstrado após o incêndio do Hospital do Divino Espírito Santo, quando deu uma resposta pronta e eficaz para garantir a continuidade de serviços públicos essenciais por parte da EDA. Este é apenas um exemplo, entre muitos outros, da importância dos serviços que presta.
Acresce que não se compreende a razão pela qual o Governo Regional se dispõe a alienar empresas como as referidas, que prestam serviços essenciais à Região e constituem importantes ativos e alavancas estratégicas para o seu desenvolvimento e coesão territorial, gerando, além disso, dividendos anuais para a Região.
As opções do Governo Regional são claras: colocar os interesses da Região à mercê dos privados e deixar em suspenso a vida dos trabalhadores, os seus direitos e o seu futuro.
O PCP Açores tem, desde há muito, manifestado a sua oposição à privatização de empresas estratégicas para o desenvolvimento e a coesão da Região e apela à união e à luta dos trabalhadores do Grupo EDA contra a privatização destas duas empresas, bem como à mobilização da população em defesa do património e do interesse público regional.
DORAA do PCP