As eleições para o Parlamento Europeu, mais conhecidas por eleições
europeias, começam a motivar comentários, declarações, tomadas de
posição e “jogadas” que mostram, realmente, a natureza complexa destas
eleições.
Desde logo vai votar-se para um Parlamento que tem poucos poderes e onde as forças ao centro são iguais (PSE e PPE). Vai votar-se para um Parlamento de uma instituição multinacional que está a a ser construída à margem dos Povos, querendo a elite eurocrata dominadora impor reduções sérias de soberania e, principalmente, impor um modelo estático de exploração de quem trabalha.


No documento aprovado, saúdam-se os trabalhadores do sector das pescas e as suas estruturas representativas, assinalando ao mesmo tempo que ainda falta percorrer um longo caminho para a valorização merecida ao nível das suas condições de vida.
Em declaração política no plenário da ALRAA no dia 12 de Maio, Aníbal Pires defendeu que só com outra política ao nível do emprego da juventude, e da educação, nomeadamente dando efectivas condições de trabalho para alunos e professores, é que a região poderá "valorizar a nossa juventude, dando-lhe as condições para crescer, afirmar as suas ideias e qualidades."
Esta Declaração é mais do que um compromisso, é uma clara proposta política alternativa às actuais orientações dos que em Portugal e em Bruxelas levam a cabo uma política de direita e de integração europeia contrária aos interesses dos trabalhadores, do povo e do país.
Na sua intervenção inicial sobre a legalização da sorte de varas na região, o deputado regional do PCP, Aníbal Pires, afirmou que "a
sorte de varas, que se pretende agora introduzir, é uma prática
estranha, estrangeira, distante dos nossos costumes, de difícil
compreensão para a nossa cultura, e que poderá, a prazo, ser um factor
prejudicial para a própria vitalidade da tradição da tourada à corda."