Na discussão da Conta da Região Autónoma dos Açores relativa ao ano de 2014, o Deputado Aníbal Pires denunciou a forma como o Governo Regional procura esvaziar o poder orçamental do Parlamento, através de milhares de alterações orçamentais, bem como deixando arbitrariamente por cumprir diversos projectos e acções, alterando profundamente a proposta aprovada pela Assembleia Legislativa Regional. O Deputado do PCP, considerou que é necessário reforçar os poderes e a capacidade do Parlamento na execução do Orçamento que, neste momento, é uma espécie de cheque em branco ao Governo Regional e às suas opções políticas de investimento.
O Deputado do PCP referiu-se ainda à total ausência de investimento no desenvolvimento harmonioso do Arquipélago e considerou que “este Governo abandonou a Coesão Regional”, deixando ao abandono as ilhas mais isoladas e menos desenvolvidas dos Açores, favorecendo os processos de concentração económica e da população.

Decorreu hoje em Ponta Delgada a apresentação pública de Aníbal Pires como primeiro candidato da CDU ao círculo eleitoral da ilha de S. Miguel e Círculo de Compensação. Na sua intervenção, Aníbal Pires, assinalou que, mesmo com um só Deputado, a CDU fez a diferença no Parlamento Regional e considerou que muito mais se poderia ter feito, não fosse a cegueira do poder instalado.
Aníbal Pires afirmou que a maioria absoluta do PS se tornou hoje o principal entrave ao desenvolvimento e progresso social da nossa Região e que na situação atual, com uma direita enfraquecida, enredada nos seus labirintos e guerrilhas internas, ainda a braços com a herança da governação desastrosa de Passos Coelho e Paulo Portas, sem capacidade para se afirmar como alternativa minimamente credível, é necessário dizer aos açorianos que este é o momento de mudar, de reforçar a CDU e acabar com a maioria absoluta do PS e que essa é a grande mudança que estou certo as eleições do próximo dia 16 de Outubro hão de trazer e esse é o grande objetivo da CDU.

A DORAA do PCP editou um folheto informativo sobre o sector leiteiro que está a ser distribuído pelas nossas ilhas.
Na discussão da proposta do Governo para alterar o regime da primeira venda do pescado, o Deputado Aníbal Pires afirmou que, mais uma vez se perdeu uma oportunidade de proteger o rendimento dos pescadores. Para o PCP a proposta não garante o que era o seu objectivo principal, melhores preços e melhores rendimentos para os pescadores, não introduz mecanismos de protecção do rendimento dos pescadores, nomeadamente preços mínimos, como a reposição das margens máximas de comercialização, uma medida que, devidamente regulamentada e fiscalizada, poderia garantir que uma maior fatia do valor do nosso peixe ficasse na Região e revertesse para os nossos pescadores.
Também não reduz o peso das muitas taxas que recaem sobre a primeira venda do pescado, nem o mar de burocracia que os pescadores têm de enfrentar actualmente.

