• Os transportes e a amálgama governativa

    mario abrantes

    Os interesses de quem o Presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada se faz público e frequente porta-voz estão fortemente representados na amálgama política da direita e da extrema-direita que governa os Açores desde finais de 2020.
     
    Este facto, de que já se suspeitava antes, tornou-se evidente com a aprovação da resolução governativa respeitante às obrigações de serviço público de transporte marítimo de passageiros entre ilhas, no passado dia 6 de agosto. Na semana anterior, em 29 de julho, o dr. Mário Fortuna defendia precisamente a mesma orientação numa rádio pública, considerando “desnecessária” a garantia da cobertura de todas as ilhas pelo transporte marítimo de passageiros...
     
    A aparente concertação de opções entre o poder económico e o poder político poderia até, sem contudo deixar de ser perversa, não ser prejudicial aos interesses mais gerais da sociedade e do desenvolvimento regional. Mas, se fosse esse o caso, a verdade é que ela se tornaria praticamente desnessária.
  • CDU Faial não aceita soluções menores para o Aeroporto da Horta

    Aeroporto Horta 1A CDU Faial olha com enorme desconforto e preocupação para as notícias veiculadas na comunicação social, que dão conta da intenção da ANA Vinci assinalar as zona de segurança - Runway End Safety Areas (RESA) - na pista atual do Aeroporto da Horta.

     

    Esta notícia, no seguimento de declarações proferidas pelo representante da concessionária na 2.ª reunião do Grupo de Trabalho de estudo à Ampliação do Aeroporto da Horta, veio pôr a descoberto uma hipótese que a ANA VINCI nunca tinha apresentado publicamente. Ao afirmarem que não está afastada a possibilidade de reduzir as distâncias declaradas, ou seja diminuir a pista utilizável para aterragem e descolagem de aeronaves, mostram um total desinteresse e despreocupação para com uma infraestrutura pela qual são responsáveis. No fundo, para dar cumprimento às regulamentações europeias, querem arranjar uma estratégia de poupança para a multinacional, não se sabendo do impacto que uma medida destas terá nas ligações do Faial com o resto do arquipélago e do mundo.

  • Taxistas são novamente abandonados

    214812100 799905514028707 7792258111588013113 nA situação que a Região atravessa não pode servir de argumento ao governo para não cumprir com os compromissos que assumiu, quando até já existem verbas direcionadas para os mesmos. Nem pode ser usada ou instrumentalizada para, aproveitando legítimas inquietações, servir de pretexto para o agravamento da exploração e para o ataque aos direitos e rendimentos dos trabalhadores.

  • Monitorizar, Avaliar, Estudar: a sina do Aeroporto da Horta

    Aeroporto Horta 1Os deputados do PCP à Assembleia da República, Alma Rivera e Bruno Dias, dirigiram ao Ministro das Infraestruturas e Habitação uma pergunta relacionada com a segurança e operacionalidade da pista do Aeroporto da Horta.

    O PCP Açores considera inconcebível que este processo esteja neste impasse, entre grupos e estudos, entre projetos e negociações, entre partidos políticos e campanhas eleitorais. Esta rúbrica já contemplada por diversas vezes em Orçamentos de Estado, utilizada por diversas vezes como bandeira eleitoral do PS, acabou por não passar de uma proposta oca e sem efeito prático. E mais ridícula torna-se a congratulação entoada pelos atores políticos a propósito da criação de um grupo de trabalho sobre algo que já está supostamente contemplado e decidido em Orçamento de Estado. Mas, pelos vistos, agora é que é, para este grupo, o momento de “Monitorizar; Avaliar; Estudar”. Desta forma, o PCP apresentou ao Ministro das Infraestruturas e Habitação estas simples perguntas: «Quais foram as ações que já foram devidamente realizadas para concretizar a ampliação da pista do Aeroporto da Horta? Qual a calendarização de ações que vão ser efetuadas pelo grupo de trabalho? E após o grupo de trabalho, o que está previsto?».

  • PCP/Açores contra a diminuição de ligações aéreas entre a Região e o Continente

    sata5Não haverá dúvidas para ninguém de que a questão dos transportes é estratégica para a nossa Região, e a sua importância é transversal a todos os sectores e áreas de atividade. Lamentavelmente, as políticas seguidas a nível regional fizeram com que esta se tornasse um dos principais fatores de estrangulamento das atividades económicas regionais.O PCP Açores considera como uma condição imperativa para o desenvolvimento regional a manutenção das atuais gateways, com aeronaves e frequências adequadas às necessidades das ilhas com Obrigações de Serviço Público (OSP).

  • Sobre a redução das carreiras das camionetas em tempo de pandemia

    autocarros

    Há muito tempo que o PCP defende que o Arquipélago precisa de ser mais bem servido, a nível de transportes terrestres, com mais carreiras, mais paragens, mais proximidade às populações e, sobretudo, com tarifas mais baratas. Também já propusemos a criação de um passe intermodal, adaptado à realidade de cada ilha, que permitisse poupar aos utentes tempo e dinheiro.

  • CDU Açores defende criação de passe Social Único e Intermodal nas ilhas do Triângulo

    passesocialintermodal

    O direito ao transporte e à mobilidade tem sido descurado ao longo dos anos em benefício   de  vários interesses económicos e financeiros, seja nos transportes aéreos, seja nos terrestres ou  marítimos. A situação actual comprova a ausência de uma política dirigida à garantia de transportes públicos de qualidade, regulares e a preços acessíveis, negando um direito fundamental dos açorianos, que tanto dependem destas condições para avançar. Esta parca mobilidade vai subsistindo com elevados custos sociais, económicos, energéticos e ambientais, e afeta negativamente a coesão territorial.

    A intervenção da CDU, denunciando ao longo dos anos a falta de resposta ao problema dos transportes, e exigindo investimentos e redução dos preços, foi e é fundamental para uma maior consciencialização da importância desta dimensão para a vida de todos os açorianos.

  • Valorizar a Terceira: transportes e acessibilidades

    p pipas sala de espera

    De forma recorrente, o tema dos transportes e das acessibilidades marca a política açoriana, seja nos programas eleitorais, seja em debates informais, e chega mesmo a ocupar dias e dias das agendas parlamentares da Assembleia Legislativa regional. Nada de estranhar, quer porque vivemos numa região insular quer, e sobretudo, porque ano após ano as apostas em políticas erradas não só não resolvem os graves problemas de acessibilidade e de mobilidade na Região, como os vão agravando.

  • CDU/Açores defende uma outra estratégia e maior transparência para a SATA

    sata

  • PCP/Açores defende apoio extraordinário para o setor do táxi

    letreiro

     

    Com todos os impactos provocados pela pandemia causada pelo Covid-19 e pelos condicionamentos colocados à mobilidade em espaço público na decorrência das declarações de "estado de emergência", o setor do táxi nos Açores foi confrontado com uma abrupta redução de atividade e uma radical quebra de rendimentos. Sendo que ao mesmo tempo se mantiveram encargos financeiros e fiscais inerentes ao que vigora para este setor.

    Com a falta de trabalho que agora se deparam, os profissionais de táxi sentem incerteza, ansiedade e angústia. Há relatos de quem tenha parado o seu táxi e aguarde em casa por melhores notícias ou, como acontece com alguns outros, admitem mudar de vida com tanta dúvida no dia de amanhã e receio que o tempo desta emergência se dilate até um ponto sem retorno em que as falências serão inevitáveis. É toda uma estrutura regional de atividade e de produção de transporte público, a maioria microempresas familiares que está em risco, sem condições para um embate desta dimensão.

    Entretanto, as medidas até agora anunciadas pelo Governo Regional, como as medidas apontadas pelo Governo da República, genericamente destinadas ao apoio para o tecido empresarial não vão de encontro à grave situação específica vivida pelo setor do táxi nos Açores, nem respondem à desesperada crise empresarial que está criada para quem vive da atividade deste setor económico.

    Desta forma o PCP/Açores apresentou com urgência, aprovada por unanimidade, o Projeto de Resolução para que o Governo Regional promova a criação de um mecanismo excecional de apoio aos taxistas dos Açores, de forma a mitigar os impactos financeiros causados pela pandemia da Covid‐19.

  • Setor Empresarial Público Regional - Comunicado do Secretariado do PCP/Açores

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  • Representação Parlamentar do PCP questiona GRA sobre o contrato do navio Malena

    RTPAçoresNo dia 14 de janeiro deste ano, o navio Malena aportou pela primeira vez na Ilha das Flores, tendo, nessa mesma semana, em plenário, a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas declarado que o contrato de fretamento do navio teria uma duração de 3 meses com hipótese de renovação.

    Sendo imperioso que não existam falhas no abastecimento de bens e mercadorias às Ilhas das Flores e do Corvo, o PCP, através da sua Representação Parlamentar na Assembleia Regional, apresentou hoje um requerimento no qual são levantadas diversas questões sobre este contrato, pedindo um esclarecimento do ponto da situação por parte do Executivo Regional, bem como o contrato realizado.

  • A Dor de Cabeça dos Açorianos

    thumbnail ci hortaO Verão do corrente ano irá ser um desafio para todos nós que vivemos nas ilhas açorianas. Irá ser uma temporada que podemos adjetivar como caótica. Já em maio recebemos alguns alertas do que aí vem: a aquisição do Azores Express que, como todos os açorianos sabiam, já era velho e com muitos anos de navegação. Depois, para piorar a situação, o armador rescindiu o contracto, o que resultou novamente no frete do Aqua Jewel. Resumidamente, já sabemos o que a casa gasta: navios atrasados, rotas inativas e férias destruídas.

    Este Verão o Governo Regional dos Açores terá de tomar medidas relativamente aos transportes, e exigem-se medidas urgentes e sérias, porque estamos a regredir a olhos vistos, e os avanços conquistados para a melhoria da mobilidade açoriana estão a perder-se um após o outro.

  • A situação nas Flores exige medidas urgentes

    floresVolvidos quatros meses desde a passagem do Furacão Lorenzo, e com inúmeras intervenções do PCP/Açores com vista à solução dos problemas que este trouxe, a situação na Ilha das Flores continua um caos. A escassez de produtos e bens alimentares de primeira necessidade, a dificuldade na exportação de gado vivo e fraca eficácia das embarcações designadas para o abastecimento desta ilha são alguns dos problemas que têm afetado os florentinos.
    O Governo Regional pouco ou nada tem feito, colocando este problema para segundo plano e desrespeitando por completo direitos básicos da população das Flores.
    A Representação Parlamentar do PCP veio uma vez mais alertar o GR para esta situação, exigindo que este tome todas as medidas necessárias para a corrigir.